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Crime em Braga: mãe de amiga de Manu avança com queixa contra segurança, dono do bar e não só

Há novos desenvolvimentos no caso do homicídio do estudante Manuel Gonçalves à porta do bar académico da Universidade do Minho em Braga. O Jornal de Notícias avança que deu entrada no Ministério Público mais uma queixa contra várias pessoas, desta vez apresentada pela mãe de uma das amigas do jovem.

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Faz um mês que Manuel Gonçalves, conhecido como Manu, foi atacado com uma arma branca à porta do bar académico da Universidade do Minho, acabando por morrer no hospital.

O crime terá ocorrido na sequência de uma rixa que terá começado no interior do bar. Tese defendida pela Polícia Judiciária que desde o início menciona que houve uma discussão verbal entre dois grupos distintos, por motivos ainda não totalmente esclarecidos.

Uma vez expulsos do bar, os dois grupos voltaram a envolver-se em confrontos, com agressões físicas que culminaram na morte de Manu.

Mas segundo os pais do jovem estudante, e agora também segundo a mãe de uma amiga de Manu, na origem da discussão terá estado uma garrafa de água que continha uma substância ilícita, uma pastilha chamada Boa Noite Cinderela.

Segundo o Jornal de Notícias, a mãe da adolescente entregou uma participação criminal no Ministério Público de Braga onde refere que a filha estava no bar da Associação Académica com quatro amigos, um deles Manu, quando um indivíduo lhe ofereceu água.

Apercebendo-se de que a garrafa continha uma substância ilícita, os amigos alertaram a rapariga. Manu foi ter com um segurança do bar a quem pediu ajuda. O segurança agrediu-o com duas chapadas, recusou intervir desvalorizando o risco e expulsou-o do local.

A queixosa diz que este comportamento constitui omissão de auxílio em situação de perigo iminente.

Além do segurança, a queixa entregue no Ministério Público visa também o suspeito de tentativa de viciação da bebida, a Associação Académica da Universidade do Minho e o empresário que explorava o bar.

A participação da mãe da adolescente segue-se a uma outra, apresentada pelos pais de Manu contra as mesmas pessoas e por factos idênticos.

O suspeito do homicídio foi identificado poucos dias depois do crime e detido pela Polícia Judiciária e aguarda julgamento em prisão preventiva.