Poucos minutos depois das 15h00, apenas o segurança permanecia à porta da Direção-Geral dos Assuntos Consulares em Lisboa. Imagem que contrasta e muito com a situação registada cerca de 24 horas antes.
“Esta semana, vi cá duas ou três vezes”, conta um dos imigrantes que esteve na fila.
Esteve uma hora à espera para receber um carimbo no registo criminal, documento que tinha de entregar na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) há dias. Apesar do atraso, vai tentar entregá-lo no início da próxima semana, para dar seguimento ao processo de legalização.
Apesar do alargamento do horário de funcionamento, no Porto, houve quem optasse por passar a noite à porta do serviço consular, para garantir uma senha.
“Desde quarta-feira estava sempre aquela enchente. Ontem decidimos passar a noite cá e consegui a senha n.º 56”, conta outro imigrante.
As filas acabaram por desaparecer ao início da tarde, depois de dias de longas esperas com poucas ou nenhumas condições.