A cerimónia de hoje, no Mosteiro dos Jerónimos, contou com a presença das principais figuras do Estado e da União Europeia, numa evocação simbólica que incluiu a assinatura de uma nova declaração de compromisso, na mesma mesa usada há quatro décadas.
A entrada de Portugal na CEE foi, para muitos, um ponto de viragem na história do país. O antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, comparou o momento a um "segundo 25 de Abril".
O atual presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a adesão "abriu as portas ao desenvolvimento", num percurso que trouxe a Portugal mais de 160 mil milhões de euros em fundos europeus desde então.
Na cerimónia, o primeiro-ministro disse que a adesão foi "a escolha certa", numa altura em que o projeto europeu enfrenta novos desafios. Já o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, evocou a coragem de Mário Soares, Sá Carneiro e Lucas Pires - os rostos portugueses da integração europeia - e apelou à união e à paz, num tempo em que a Europa volta a confrontar-se com guerras fratricidas.
A data foi celebrada com a recriação simbólica da assinatura de 1985.
