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Violação em Loures: conhecidas as medidas de coação do quarto e último influencer detido

A Polícia Judiciária (PJ) deteve o último suspeito, um jovem de 19 anos, envolvido num caso de violação agravada e pornografia de menores contra uma adolescente de 16 anos em Loures. No mesmo dia, foram conhecidas as medidas de coação aplicadas ao quarto influencer do grupo.
(Arquivo)
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Facebook PJ

Ficou em liberdade, sujeito a Termo de Identidade e Residência, o quarto e último influencer detido por suspeitas do crime de violação agravada e pornografia de menores, cometido contra uma adolescente de 16 anos em Loures.

O jovem de 19 anos detido esta quarta-feira foi presente a primeiro interrogatório para aplicação de medidas de coação.

Para além de Termo de Identidade e Residência, as medidas impostas ao arguido são as seguintes:

  • Obrigação de se apresentar três vezes por semana no posto policial da área da sua residência;
  • Proibição de contactar a vítima, por qualquer meio, seja diretamente ou através de terceiros, assim como de se aproximar da vítima, da sua residência ou do estabelecimento de ensino a menos de 500 metros;
  • Proibição de contactar os coarguidos e demais testemunhas identificadas no processo, por qualquer meio, diretamente ou por intermédio de terceiros;
  • Proibição de frequentar ou aceder a quaisquer ambientes digitais, quer através das suas próprias credenciais, quer das de terceiros;
  • Obrigação de entregar, no prazo de dez dias, todos os telemóveis, tablets, computadores ou quaisquer outros equipamentos que possibilitem o acesso a ambientes digitais, redes sociais, chats ou outros meios de comunicação digital, ficando proibido de os deter.

O que aconteceu em Loures?

O caso tornou-se público em março deste ano. A investigação teve origem numa participação do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, à Polícia de Segurança Pública (PSP) e o caso ocorreu em fevereiro numa zona próxima da residência da vítima, adiantou a PJ em comunicado.

A adolescente combinou um encontro com um dos jovens, seu conhecido, que compareceu acompanhado de amigos, desconhecidos da própria. Os três jovens, segundo a PJ, "em contexto grupal constrangeram a vítima a práticas sexuais e filmaram os atos, contra a sua vontade, divulgando-os nas redes sociais".

O vídeo em questão, que circulou nas redes sociais, alcançou mais de 32 mil visualizações, sendo que milhares de pessoas assistiram e não houve nenhuma denúncia.

- Com Lusa