Em parte, porque muitos trabalhadores já ultrapassaram o limite legal de horas extraordinárias. Só na quinta-feira é que o INEM recebeu autorização especial do governo para que estes profissionais possam trabalhar mais horas no período crítico do verão.
A alteração recente da carreira dos técnicos de emergência pré-hospitalar permite que, em casos excecionais e com autorização do Governo, estes profissionais possam ultrapassar as 250 horas de trabalho suplementar. O habitual é esgotarem em março ou abril.
O sindicato alerta para o estado crítico em que o INEM se encontra, por causa da falta de técnicos e do período de férias, o que dificulta o preenchimento das escalas.
“Ontem no Porto, das ambulâncias que a cidade tem só uma estava operacional. Das 16 da cidade de Lisboa, só três estavam operacionais. Portanto, os números que temos lidado são estes”, diz Rui Lázaro do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar.
No último concurso, lançado em janeiro, foram admitidos 200 técnicos, mas ainda não estão ao serviço.
“Estão 170 em formação, cerca de 30 já foram de alguma forma excluídos ou desistiram do concurso. (...) Espera-se que a formação termine no próximo mês e que a partir daí os constrangimentos possam começar a diminuir, mas, alertamos mais uma vez, não vão ainda resolver-se de vez”, Rui Lázaro, sindicato dos técnicos de emergência pré-hospitalar
O Jornal de Notícias revela que só esta quinta-feira à tarde é que o Ministério das Finanças deu autorização para que os técnicos possam trabalhar para lá do limite de horas estabelecido na lei.
À SIC, o INEM refere que será aberto um novo concurso para contratar mais 200 técnicos em julho. Aguarda também autorização para recrutar mais médicos e enfermeiros.
O INEM sublinha que está empenhado em reter estes profissionais de saúde, diminuindo assim a dependência do trabalho suplementar.
