As janelas continuam abertas, mas os 15 utentes que estavam ali acolhidos seguiram, esta quarta-feira, para outras cinco instituições. Ficam a faltar quatro que estão de férias e vão ser depois recolocados. A maioria tem entre os 15 e os 19 anos, são jovens sem retaguarda familiar.
Em comunicado, a Segurança Social diz que a ação de fiscalização decorreu com tranquilidade, na garantia do superior interesse dos jovens. Diz ainda que informou o Ministério Público de todas as "circunstâncias" que motivaram esta decisão, que teve a intervenção da Polícia Judiciária.
A SIC confirmou que há suspeitas da prática de abusos sexuais na instituição e que poderão estar relacionadas com o pároco que chegou a Revelhe em 2021 e que assumiu a presidência do Lar da Criança há nove meses.
Padre reagiu na missa do Corpo de Deus
Esta quinta-feira, na missa do Corpo de Deus, o padre dirigiu-se aos fiéis para assegurar que nada tem a ver com ele.
Num comunicado publicado, esta quarta-feira nas redes sociais, a direção do Lar da Criança dizia ter sido apanhada de surpresa, que desconhecia os motivos da Segurança Social e esperava com a serenidade possível e confiança na verdade e transparência do processo.
Contactada esta manhã pela SIC, a Arquidiocese de Braga diz que não recebeu nenhuma queixa contra o pároco na Comissão Diocesana para a Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis e aguarda por uma reunião, já pedida à Segurança Social, para decidir se há medidas a tomar.