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Prisões portuguesas registam aumento significativo de reclusos jovens desde 2019

O aumento sustentado deste número levanta questões sobre a implementação de centros de detenção específicos para jovens, previstos desde 1982 mas nunca construídos.

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Há cada vez mais jovens a cumprir penas nas prisões portuguesas. São agora 220 os detidos com idades entre os 16 e os 20 anos, o que representa um aumento de 45% desde 2019.

Em Leiria, num estabelecimento prisional vocacionado para esta faixa etária, está a maioria dos atuais reclusos jovens. Alguns cumprem pena, enquanto outros estão em prisão preventiva.

Em Leiria são 142 os jovens detidos, mas no total do país, avança o jornal Público, existem 220 reclusos com idades entre os 16 e os 20 anos. Este número tem vindo a crescer de forma sustentada.

Dados da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais mostram que, em 2019, estavam nas cadeias portuguesas 152 jovens, ou seja, o aumento para 220 detidos representa uma subida de 45% em menos de seis anos.

Apesar deste crescimento, um facto mantém-se inalterado: a esmagadora maioria destes jovens é do sexo masculino.

Muitos deles já tinham passado por processos tutelares educativos entre os 12 e os 16 anos antes de entrarem no sistema penal.

O aumento do número de jovens detidos reaviva uma questão antiga. Desde 1982 está prevista a existência de centros de detenção específicos para reclusos entre os 16 e os 21 anos, mas passaram mais de quatro décadas e estas estruturas nunca foram construídas.