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Crise no SNS agrava-se: demissões e urgências encerradas por falta de médicos

A falta de médicos continua a provocar constrangimentos nos serviços de saúde, com várias urgências encerradas este fim de semana. No Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, o diretor do serviço de Ortopedia demitiu-se. A ausência de condições para assegurar cirurgias estará na origem da decisão.

Corredor de hospital
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O Dona Estefânia é o hospital de referência para os casos mais complexos de ortopedia pediátrica, o que tornou a saída de Delfin Tavares preocupante para a equipa clínica.

Segundo fonte próxima do processo, a decisão terá sido motivada pela escassez de recursos humanos e materiais. O hospital confirmou apenas que o médico apresentou o pedido de denúncia do contrato de trabalho por tempo indeterminado, mantendo-se em funções até 1 de setembro.

A carência de profissionais no Serviço Nacional de Saúde é um problema persistente e sem solução à vista. Foi também a razão invocada recentemente para a demissão do diretor do serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Aveiro.

Este fim de semana, como tem acontecido desde o início do mês, a urgência daquela unidade hospitalar continua sem médicos obstetras. Os especialistas atingiram o limite legal de horas extraordinárias e recusam fazer mais.

A lista de urgências de ginecologia e obstetrícia encerradas continua a aumentar e já não cabe numa só imagem. Este sábado, há seis urgências fechadas, incluindo a de Vila Franca de Xira, onde também está encerrada a urgência pediátrica.