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Exploração de crianças e conteúdos chocantes ganham terreno na internet

Há cada vez mais jovens a serem expostos a conteúdos violentos e sexistas nas redes sociais. O alerta é de associação Agarrados à Net que ajuda famílias, escolas e comunidades a promover o bem-estar digital de crianças, jovens e adultos.

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Nem tudo o que está na internet é mau e há conteúdos positivos e educativos. No entanto, os algoritmos têm a tendência de favorecer os conteúdos mais polémicos e chocantes.

“É isso que faz com que as pessoas estejam ligadas durante mais tempo. E é isso que interessa a estas plataformas. O que se põe a funcionar é aquilo que se a economia da atenção. E depois para os manter agarrados favorece os conteúdos polémicos porque são esses que provocam mais intereção, provocam indignação”, explicou à SIC Tito de Moraes, fundador do projeto "Agarrados à Net".

Exemplo disso são os vídeos de crianças exploradas de forma sensual, que os especialistas dizem ser cada vez mais comuns e banalizados. Quem estuda estes temas aponta o dedo a alguns influenciadores que produzem e partilham esse tipo de conteúdos.

No final de março, a Polícia Judiciária deteve quatro suspeitos de filmarem e violarem uma jovem de 16 anos. A vítima quis conhecer os ídolos do TikTok, mas o encontro terá acabado da pior forma. O vídeo da jovem a ser abusada teve mais de 32 mil visualizações.

Em Espanha, por exemplo, a polícia está a investigar um jovem de 17 anos suspeito de criar imagens falsas de nudez de colegas através da Inteligência Artificial. As imagens foram vendidas e partilhadas na internet.

O projeto "Agarrados à Net" defende que é fundamental que os pais acompanhem quem os filhos seguem nas redes sociais e conversem com eles sobre os valores que defendem.