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Autarquia diz desconhecer nova providência cautelar no Bairro do Talude

No bairro do Talude, em Loures, os moradores interpuseram uma nova providência cautelar para impedir as demolições das casas, mas a autarquia garante não ter sido notificada. O prazo para despejo termina amanhã, e a Câmara Municipal planeia avançar com a destruição de seis construções precárias.

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A Câmara Municipal de Loures pretende avançar com a demolição de seis casas precárias no bairro do Talude, algumas delas reerguidas, com o aviso de despejo a terminar amanhã. Para impedir o avanço das máquinas, os moradores interpuseram uma providência cautelar, mas a autarquia diz que ainda não foi notificada.

O edital afixado no bairro do Talude em Loures dá 48 horas aos moradores para deixarem as casas. O documento está datado de segunda-feira, mas só foi afixado esta terça-feira. A autarquia acusa os moradores de terem voltado a construir algumas habitações na última semana, depois de terem sido demolidas no mês passado.

A Câmara Municipal de Loures quer avançar com a destruição de seis construções precárias. Segundo o documento de despejo, os moradores têm até esta quinta-feira para abandonar as casas. Para impedir os trabalhos, interpuseram uma providência cautelar, com o apoio do Movimento Vida Justa.

A autarquia, liderada pelo socialista Ricardo Leão, afirma que ainda não foi notificada de nenhuma decisão por parte do tribunal administrativo de Lisboa. A SIC contactou o Presidente da Câmara de Loures e candidato às autárquicas de outubro, que afirmou não ter explicações a dar e adiantou que não há impedimentos legais para as demolições, uma vez que a providência cautelar abrange todas as habitações construídas antes do dia 14 de julho.

Esta providência cautelar foi a primeira interposta pelos moradores do Talude na primeira ronda de demolições. Em julho, já tinham sido demolidas 55 casas das 64 previstas pela Câmara, mas uma decisão judicial impediu a demolição de nove habitações.