O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, classificou o homólogo norte-americano, Donald Trump, como um "ativo russo" e Governo veio lembrar que a condução da política externa não cabe ao chefe de Estado.
Ao mesmo tempo que o Presidente avaliava a utilidade de Trump para o regime russo, Luís Montenegro respondia no Parlamento sobre a gestão dos incêndios. Talvez por causa da sobreposição de eventos, só agora estas palavras começaram a ter eco.
O ministro dos Negócios Estrangeiros não critica diretamente o Presidente, mas recorda-lhe qual o seu lugar institucional.
As palavras de Marcelo chegaram à imprensa internacional, incluindo à americana. Mas, para já, as reações fazem-se apenas dentro de portas, com os partidos a dividirem-se.
Com uma campanha eleitoral em andamento, há um candidato que se tem destacado nas críticas ao Presidente da República Gouveia e Melo não é apenas crítico do Presidente na forma, também não concorda com o conteúdo.
Na Universidade de Verão do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que os ex-presidentes devem ser mais recatados. Mas, para Marcelo ser ex-presidente, ainda lhe faltam uns meses.