A maior produtora de patos da Península Ibérica - uma empresa portuguesa sediada em Benavente - está a ser acusada de maus-tratos contra os animais. Na sequência da Investigação SIC, onde mostra as imagens inéditas captadas por uma organização não-governamental no interior da exploração, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) "tem em marcha ações inspetivas complementares" para averiguar as situações denunciadas, avançou em comunicado, esta terça-feira.
Segundo a entidade, a exploração em causa "não tem atualmente qualquer atividade, permanecendo sem animais desde 5 de setembro de 2025", altura em que foi confirmado um foco de gripe aviária.
"A introdução de novos animais na exploração apenas será autorizada após conclusão das averiguações em curso e desde que esteja comprovado o cumprimento integral das exigências legais em matéria de bem-estar animal e biossegurança", lê-se na nota.
Além disso, a DGAV "tem em marcha ações inspetivas complementares, tendo em vista a recolha de informação técnica que permita avaliar a veracidade e o alcance das situações denunciadas".
"Se se confirmarem incumprimentos legais ou práticas de maus-tratos, serão aplicadas as sanções previstas na lei, incluindo processos contraordenacionais", acrescenta o comunicado.
Marinhave acusada de maus-tratos a patos
Nos últimos meses, a ARDE - uma organização não governamental espanhola de defesa dos direitos dos animais - infiltrou-se na exploração e instalou câmaras ocultas. Há imagens de trabalhadores a pontapear as aves e de outras a serem agarradas pelo pescoço e atiradas violentamente, mas não só.

