O Presidente da República está a colocar pressão sobre a ministra da Saúde. Marcelo Rebelo e Sousa avisa que o setor atravessa um momento muito difícil e que há desgaste da ministra. O Chefe de Estado promete ainda uma tomada de posição mais concreta depois das eleições autárquicas.
Marcelo Rebelo de Sousa tem considerado a situação da Saúde em Portugal muito difícil e apontou o grande desgaste da ministra que a tutela, perante as várias falhas.
O Presidente afirma que está a recolher dados para apontar o que quer mudado na Saúde. Diz que só quer falar sobre o assunto depois das autárquicas, mas, ainda este domingo, adjetivava a situação da Saúde como "muito difícil" e considerava que "os caminhos para sair dela são cada vez mais apertados", deixando nas entrelinhas a necessidade de mudança.
Dois dias antes, o relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) responsabilizava o INEM pela morte de um idoso durante o período de duas greves simultâneas. O Chefe de Estado analisou, nessa altura, o impacto dos sucessivos casos na Saúde.
Ana Paula Martins não comenta o que o Presidente da República considera ser o "desgaste” da ministra e reafirma que tem uma missão para levar até ao fim.
O verão trouxe mais encerramentos das urgências de ginecologia e obstetrícia, sobretudo na Margem Sul do Tejo e notícias repetidas sobre bebés que nasceram em ambulâncias a caminho do hospital, depois de um plano que previa mais médicos e menos perturbações.
Passaram quase quatro meses desde a segunda legislatura de Ana Paula Martins.