Passou um ano mas pouco mudou e até piorou, pelo menos em Vendas Novas. Falamos do Passe Ferroviário Verde, um “incentivo importante para a utilização do transporte público ferroviário” mas cuja oferta “não acompanhou o aumento significativo da procura”.
A critica é feita pelo presidente da Câmara de Vendas Novas que alerta para o impacto que “esta realidade” esta a ter no quotidiano de trabalhadores e estudantes locais.
"Há cada vez mais passageiros de Vendas Novas sem possibilidade de aceder ao transporte nas suas deslocações diárias, por lotação dos lugares disponíveis no Intercidades, o que causa graves constrangimentos para a população que se desloca para Lisboa ou Évora para trabalhar e estudar”.
Além disso, recorda Valentino Salgado Cunha, “o [comboio] Intercidades é o único serviço existente e tem, em Vendas Novas, um cariz pendular”.
Apesar dos já vários alertas para esta situação - um ofício enviado ao ministro em novembro de 2024, um email em maio à administração da CP e um “novo ofício” em julho -, “e para a necessidade de reforço do serviço com uma terceira carruagem”, o município diz estar a ser ignorado pelo Ministério das Infraestruturas e pela CP.
Por isso, e “face ao silêncio”, o autarca socialista, Valentino Salgado Cunha, pondera avançar com um convite “inusitado” ao ministro Miguel Pinto Luz.
“Enviar um convite acompanhado de um vale de 20 bifanas para vir com o seu gabinete provar a especialidade gastronómica de Vendas Novas. Mas com uma condição: se conseguir marcar lugar com o seu passe num dos comboios que servem diariamente a cidade, especialmente no das 7h30 para Lisboa e das 18h00 vindo da capital — aqueles que tantos passageiros têm falhado em conseguir"
