À primeira vista, parece apenas mais uma plantação agrícola como outras tantas, no Baixo Alentejo. Mas aqui a cultura é de canábis medicinal. E, por isso mesmo, cada detalhe conta.
Foi em 2018 que Pedro Ferraz da Costa pensou na possibilidade de produzir medicamentos a partir de canábis. Dois anos depois, a Infarmed deu luz verde e agora o grupo Iberfar produz cinco medicamentos, principalmente para o tratamento da dor. Há ainda três novas soluções em aprovação e estão a decorrer testes para mais fármacos.
O próximo passo será a exportação para o mercado europeu. Os fármacos à base de canábis da Iberfar estão já aprovados na Alemanha.
De cinco para oito hectares de produção
São quase cinco hectares e meio em plena produção, com toda a segurança que é possível: cercas elétricas, câmaras de videovigilância e até infravermelhos.
Em breve, a área será aumentada para oito hectares, o que equivale a cerca de 100 toneladas de canábis medicinal no pico de produção.
O Alentejo oferece as condições ideais: muito sol, baixa humidade e solos adequados. Mas produzir a planta para fins medicinais, implica que todo o processo seja controlado.
A aposta é em assegurar toda a cadeia de valor, da semente até ao doente, em condições de total segurança terapêutica e ambiental.
