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Atrasos, avarias e comboios suprimidos revoltam passageiros no Algarve, CP não garante solução

Os utentes da linha do Algarve dizem estar à beira do desespero. Queixam-se de atrasos, avarias e supressões constantes. Há quem chegue a perder mais de cinco horas para ir e voltar do trabalho. No, entanto, a CP admite que não consegue resolver a situação.

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Há quem vá de Portimão, Silves, ou Albufeira para trabalhar em Faro, Olhão ou Tavira. A opção comboio era suposto ser a mais prática e barata, mas chegar ao emprego ou voltar para casa a horas já começa a ser exceção.

"Na semana passada, só havia quatro comboios na linha a trabalhar, o resto estava tudo avariado em oficinas", disse uma utente à SIC.

A CP admite que se têm registado avarias que obrigam à imobilização de algumas unidades para reparação, às quais se somam três automotoras fora de circulação para intervenções de revisão maiores, no âmbito do plano de manutenção.

Em caso de supressão, quando possível, a CP recorre a transporte rodoviário de substituição, mas reconhece que esse transbordo nem sempre acontece - ou porque as empresas de autocarros não conseguem responder a tempo, ou por não terem disponibilidade.

A eletrificação do troço Faro - Vila Real de Santo António aguarda a certificação. A CP diz que, quando a catenária da linha do Algarve for ativada, irá ajustar o material circulante aí alocado.

No ano passado, segundo a CP, foram transportados na linha do Algarve 2,7 milhões de passageiros.