Nascida em São Miguel há 41 anos, “Paula” emigrou aos 20 para Fall River, onde já tinha familiares. Entrou, como tantos outros, com o visto de turista, que acabou por deixar caducar, sem nunca conseguir a tão desejada legalização, apesar de garantir ter recorrido a vários advogados para iniciar o processo de cidadania.
Os filhos, nascidos cidadãos norte-americanos, ainda não atingiram os 21 anos para fazerem a carta de chamada para os pais. A partir de janeiro, pela primeira vez em duas décadas, sentiu a ponta da espada e o frio da parede.
