Os vikings tiveram forte impacto na história europeia. Mas em Portugal, a falta de vestígios arqueológicos dificulta o estudo dos ataques nórdicos. Durante dois séculos, rios como o Mondego foram autoestradas que trouxeram violência e medo. Muito por causa do grupo de guerreiros escandinavos.
"Não existem vestígios materiais da presença dos vikings. No entanto, bem junto a Coimbra, há o nome de uma aldeia [Lordemão] que revela laços que podem ser mais profundos do que parecem", afirma o historiador Hélio Pires.
Poderá ser memória de algum que por ali se tenha fixado. É a hipótese de Hélio Pires, especialista na presença dos vikings na Península Ibérica.
Lisboa esteve 13 dias sob ataque em 844
Certo é que nos tempos medievais a costa portuguesa foi assolada frequentemente por ataques dos nórdicos, como registaram as crónicas islâmicas em Lisboa no ano de 844.
Os ataques eram muitas vezes rápidos e violentos, o que ajudou a criar a reputação dos vikings. Em Santa Maria da Feira, há o registo de dois, onde foram feitos reféns e exigido resgate.
Entre bispos raptados e até mortos, além de razias a castelos, pouco a pouco, os fragmentos da presença viking compõem um cenário com mais impacto na história portuguesa do que à partida a memória resgata.
A esperança é que a arqueologia possa um dia dar mais corpo à presença Viking em Portugal.