A agricultura regenerativa, praticada no Monte Silveira, em Castelo Branco, pretende afinar técnicas de total respeito pela natureza.
Com um passado, de família, ligado à agricultura convencional na produção de tabaco, brócolos para a indústria de congelação e meloa para exportação, o Monte Silveira, em Malpica do Tejo, aproveitou o desligamento da cultura tabaqueira e a juventude da família para reconverter os 700 hectares em agricultura regenerativa.
"O projeto está assente em três pilares: a agricultura, culturas anuais e culturas permanentes", explica João Valente, proprietário do Monte Silveira.
O monte tem de tudo, mas feito de forma diferente, importa perceber do que estamos a falar.
"A ideia é sempre encontrar um balanço entre o que a natureza providencia e a produção. Promover a vida, a biodiversidade, serviços ecossistémicos que vão ter impacto positivo na produção e, tendo melhor produção e melhores solos vamos ter aqui produtos nutricionalmente mais valiosos", refere Diogo Pinho, diretor de investigação do Monte Silveira.
É um laboratório a céu aberto, com 16 projetos de investigação em simultâneo, parcerias com as principais universidades e politécnicos. Tudo baseado no estudo do solo.
Tudo é desenvolvido no monte, o composto fertilizante e resulta dos dejetos, podas e microbiologia laboratorial aplicada sólida ou em chá. Também os animais têm o seu papel. Nos pomares estuda-se também como determinadas culturas, nas entrelinhas, podem alimentar a vida nos solos.
