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Dezenas de pessoas da comunidade cigana apresentam queixas-crime contra André Ventura (e não só)

Segundo membros da comunidade cigana, terão sido apresentadas cerca de trinta queixas-crimes contra André ventura, o partido chega, dirigentes, deputados, militantes e autores de mensagens de ódio. Garantem que mais queixas serão entregues nos próximos dias.

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A comunidade cigana promete unir-se contra as mensagens de ódio nas redes sociais e aponta o dedo, sobretudo, a uma pessoa: André Ventura. “São de norte a sul do país. Estão muitas pessoas da comunidade cigana porque estamos a ver o futuro dos nossos filhos a não ter saída”, explica Francisco Laboreiro, avaliador de risco.

Segundo os autores das queixas, o preconceito contra a comunidade cigana tem aumentado muito nos últimos anos. “Nós ainda confiamos na justiça, sabemos que ainda funciona em Portugal, e ninguém está acima da lei. André Ventura e os comentadores têm de ser castigados e identificados”.

De acordo com as queixas-crime a que a SIC teve acesso, apresentadas em vários tribunais do país, a comunidade cigana exige uma indemnização por todas as mensagens de ódio. Um valor simbólico de 460 mil euros.

“O cálculo foi feito de acordo com o ordenado mínimo nacional. Porque se os nossos filhos não trabalharem vão deixar de auferir esse valor. Nunca disse que era cigano senão não conseguia arranjar trabalho. Eu para comprar um carro não posso dizer que sou cigano, para alugar ou comprar uma casa não posso dizer que sou cigano”.

Segundo membros da comunidade cigana, terão sido apresentadas cerca de trinta queixas-crimes contra André ventura, o partido chega, dirigentes, deputados, militantes e autores de mensagens de ódio. Garantem que mais queixas serão entregues nos próximos dias.

A agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia divulgou no início de outubro um relatório onde coloca Portugal como o país onde a comunidade cigana sente maior discriminação. O mesmo relatório europeu regista um aumento do preconceito em Portugal durante os últimos anos. O país surge com a taxa de discriminação mais alta na procura de emprega, atrás apenas da Irlanda.