Em Portugal, há cada vez mais dependentes de álcool e drogas e mais pessoas a viver nas ruas, o que está a tornar difícil uma resposta adequada. As respostas não têm crescido ao mesmo ritmo e, principalmente em Lisboa, deixam dezenas em situações precárias.
Na sala resguardada, em Lisboa, chegam aos poucos.
Com tempo contado para preparar a droga que arranjam fora daqui, alternam entre heroína e cocaína.
Depois de três overdoses em casa, Diogo sente-se mais seguro aqui sob o olhar atento de técnicos e enfermeiros.
Dividem-se em três salas distintas, sendo que duas são destinadas ao consumo fumado.
Esta é uma das formas encontrada para diminuir o consumo a céu aberto e os riscos para a saúde pública. Em Lisboa, há dois espaços que já não chegam para a procura.
Mais de 3.000 inscritos no espaço da Quinta do Loureiro
Só no espaço da Quinta do Loureiro, mesmo ao lado da Avenida de Ceuta, onde nos últimos anos regressou o consumo à vista de todos, há mais de 3.000 pessoas inscritas, a grande maioria homens com 45 anos em situações de exclusão social. Um cenário que a pandemia agravou.
Quem já tinha dado um passo em frente encontrou mais uma barreira. Há um ano, o horário das carrinhas de metadona foi reduzido para metade por falta de financiamento.
Funcionam, agora, apenas de manhã, mas tentam mesmo assim dar resposta a mais de 1.300 pessoas por dia.
Em breve, depois de uma reavaliação do Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências, a esperança é de que cheguem os fundos que permitam colocar as equipas nas ruas de Lisboa durante todo o dia para que não faltem respostas a quem procura ajuda.