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"Há falta de dinheiro": Cabaz alimentar quase seis euros mais caro do que em janeiro

Na última semana o conjunto dos 63 produtos monitorizados pela Deco desceu ligeiramente, ainda assim continua estar mais caro do que no início do ano. Cenoura, queijo curado fatiado e flocos de cereais foram os produtos que mais subiram.

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O cabaz essencial da DECO custa esta semana 241 euros e 76 cêntimos. A soma dos 63 produtos de referência revela uma descida praticamente residual em comparação com a última semana: 39 cêntimos mais barato. Cenoura, queijo curado fatiado e cereais foram os produtos que mais subiram.

Consequentemente, o consumo abrandou depois das férias de verão como notam bem os comerciantes. Mário da Cruz, comerciante, não tem dúvidas: "Em junho e agosto foi regular, mas em setembro e outubro a venda caiu. Nota-se que há falta de dinheiro."

Os preços desta semana indicam ainda uma subida de 5 euros e 59 cêntimos face ao início do ano, tendo como referência os mesmos produtos do cabaz essencial. Nesta comparação, os ovos, o esparguete e o bife de peru estão entre os produtos com as maiores subidas de preço.

"[Os clientes] queixam-se dos preços, então levam menos quantidade", sublinha Mário da Cruz.

Carne de novilho para cozer, ovos, laranja e café são alguns dos produtos com maior variação de preço em comparação com o início do ano de 2022, desde que a Deco instituiu este método para avaliar a inflação.

Em três anos, o preço da carne de vaca, por exemplo, aumentou mais de 100%.