Em Sendim, a defender a fronteira, já esteve um forte castelo português, em cima da linha que separa Portugal e Espanha e que é denunciada pelo aceiro. A fortificação, que sobrevive apenas nos desenhos do tempo de D. Manuel I, foi destruída pelos castelhanos durante a guerra da restauração. No entanto, a importância do castelo de Portelo nunca foi esquecida.
No Castelos de Portugal desta semana, fomos também conhecer a história do Castelo de Montalegre, construído por D. Afonso III, perto da nascente do rio Cávado. Terá sido aí o início de um castelo que entre três torres mais antigas, uma delas a da Rainha, foi a primitiva torre de Menagem. Mas o filho, D. Dinis não achou suficiente e uma nova, mais imponente e de estilo gótico, deu a face hoje mais reconhecível ao Castelo de Montalegre. A obra acabou por durar três reinados, até D. Afonso IV.
Um dos segredos para tão grande resistência deste castelo aos ataques foi a singular cisterna com cerca de 27 metros de profundidade.
Conhecemos ainda o Castelo da Piconha, que esteve sob o domínio da Casa de Bragança, mas acabou destruído à semelhança do de Portelo, pela mão dos espanhóis durante a guerra da restauração.
Situado agora no município espanhol de Calvos de Randín, na Galiza, hoje é a arqueologia que tenta descobrir mais dados sobre um dos castelos portugueses da raia, que Duarte d' Armas desenhou no início do século XVI.
