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Castelos de Portugal: da resistência de Montalegre à destruição de Portelo pelos castelhanos

Até tempos tão recentes como meados do século XIX, em terras de Barroso, foram muitas as disputas fronteiriças na zona de Montalegre. Desde enclaves portugueses na Galiza, como o castelo da Piconha, ou a microestados semi-independentes, são muitas as marcas desses tempos.

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Em Sendim, a defender a fronteira, já esteve um forte castelo português, em cima da linha que separa Portugal e Espanha e que é denunciada pelo aceiro. A fortificação, que sobrevive apenas nos desenhos do tempo de D. Manuel I, foi destruída pelos castelhanos durante a guerra da restauração. No entanto, a importância do castelo de Portelo nunca foi esquecida.

No Castelos de Portugal desta semana, fomos também conhecer a história do Castelo de Montalegre, construído por D. Afonso III, perto da nascente do rio Cávado. Terá sido aí o início de um castelo que entre três torres mais antigas, uma delas a da Rainha, foi a primitiva torre de Menagem. Mas o filho, D. Dinis não achou suficiente e uma nova, mais imponente e de estilo gótico, deu a face hoje mais reconhecível ao Castelo de Montalegre. A obra acabou por durar três reinados, até D. Afonso IV.

Um dos segredos para tão grande resistência deste castelo aos ataques foi a singular cisterna com cerca de 27 metros de profundidade.

Conhecemos ainda o Castelo da Piconha, que esteve sob o domínio da Casa de Bragança, mas acabou destruído à semelhança do de Portelo, pela mão dos espanhóis durante a guerra da restauração.

Situado agora no município espanhol de Calvos de Randín, na Galiza, hoje é a arqueologia que tenta descobrir mais dados sobre um dos castelos portugueses da raia, que Duarte d' Armas desenhou no início do século XVI.