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Clientes burlados em milhares de euros protestam junto ao Eurobic

Um grupo de clientes do Eurobic, vítimas de transferências fraudulentas, juntou-se esta manhã à porta da sede do Eurobic. Queixam-se de terem sido burlados em milhares de euros e não terem respostas da parte do banco.

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Clientes do mesmo banco uniram-se esta manhã em frente à sede, em Lisboa. Dizem que foram vítimas de transferências fraudulentas e o banco não está a resolver o problema.

Há quem se queixe de ter perdido 85 mil euros e quem tenha perdido mais de 100 mil euros. Todos os que esta manhã protestaram, por alturas de junho, e de um dia para o outro, ficaram sem milhares de euros das contas bancárias em transferências que dizem que não autorizaram.

O banco responde indicando que foi crime, mas não resolve a situação.

"O banco lavou as mãos, [disse que] entrámos num site fraudulento (...). Eu sei que a chamada que recebi foi passada pelo Eurobic Caldas da Rainha, eu não liguei para linha nenhuma, eu não meti os códigos, isso eu sei. Eu pago para guardarem o meu dinheiro e os meus dados pessoais e nada disso foi guardado", sublinha Elisabete Rebelo, uma das lesadas.

Outro dos lesados, Joaquim Saiote, afirma que o banco alegou que os clientes receberam os códigos no telemóvel e, por isso, foram os próprios clientes que validaram a transferência.

As vítimas de operações fraudulentas do banco, queixam-se de falta de respostas e comentam, aliás, que neste dia em que marcaram a manifestação junto à sede, a agência fechou portas às 9h30 da manhã.

Dizem que só querem reaver o dinheiro que tinham nas contas que têm desde o tempo do BPN.

O Banco de Portugal tem conhecimento e o Ministério Público está a investigar, até porque estão identificados NIBs para onde foram feitas as transferências.

O Eurobic refere à SIC que fez auditorias internas e os casos não resultaram de qualquer falha do sistema informático do banco. Lamenta ainda que situações de fraude continuem a afetar clientes de todo o sistema bancário e reforça os alertas que têm sido feitos pela Polícia Judiciária e pela Associação Portuguesa de Bancos.