Depois de o caso ter gerado polémica, o diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, diz que a ausência de comunicação por parte da PSP sobre uma megaoperação de combate ao tráfico de droga, no Seixal, é um assunto para ser discutido em privado.
"Há situações que importam ser discutidas na intimidade do próprio Estado e é isso que faremos”, esclarece, nesta terça-feira, o diretor da PJ em declarações aos jornalistas.
Luís Neves afiança que a força policial que lidera trabalha com as restantes “com toda a lealdade, com todo o espírito de equipa e com o respeito pelas competências de cada um”.
É esta a resposta do diretor da PJ depois de, na segunda-feira, ter sido noticiado que a maior operação de sempre da PSP contra o tráfico de droga gerou mal-estar na Judiciária.
Apreendidas seis toneladas de haxixe
Num armazém do Seixal, no domingo passado, foram encontradas seis toneladas de haxixe com origem no norte de África, mas, segundo informações que a SIC obteve, a PJ só terá tido conhecimento dessa elevada apreensão através da comunicação social.
Contactada pela SIC, a PSP desmente alegadas falhas de coordenação entre as duas polícias. Assegura ter cumprido na íntegra tudo o que está protocolado no âmbito do mesmo decreto-lei, e diz mesmo que deu conhecimento prévio à PJ dos nomes dos cabecilhas da rede criminosa sob investigação há oito meses.