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Mais de meio milhão de pessoas vivem em situação de pobreza habitacional

Há mais de meio milhão de pessoas a viver em situação de pobreza habitacional. Ou seja, não têm as mínimas condições de alojamento. A Diretora Geral da Saúde avisa que o problema afeta a qualidade de vida e tem impactos diretos na saúde.

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Casas com humidade, sem janelas, com isolamentos precários, sem eletricidade, ou saneamento e com presença de ratos ou baratas. É o que se chama pobreza habitacional e que afeta mais de 625 mil pessoas em Portugal. Afeta o conforto, o bem-estar e tem impactos diretos na saúde. 

“É um problema porque tem impacto direto naquilo que são, por exemplo, as doenças respiratórias. Se nós tivermos casas que tenham alguma propensão para acidentes podemos também ter aqui algum traumatismo ou alguma queda. Se vivermos em locais  que não tenham as melhores condições, também vivemos aqui numa parte mais insegura o bem estar emocional e também temos problemas na gestão da doença crónica”, diz Rita Sá Machado, diretora-geral da saúde. 

Pelas contas da associação Just a Change, que reabilita casas com trabalho voluntário, só em Lisboa há cerca de 30 mil fogos que apresentam pobreza habitacional. É já considerado um problema no plano nacional de saúde 20-30, mas é preciso fazer mais 

A pobreza habitacional esteve em destaque na conferência, sob o mesmo teto reuniu esta terça-feira de manhã em Lisboa especialistas e entidades públicas e privadas para sensibilizar.