Francisco Goiana da Silva considera que a nomeação de Luís Cabral para presidente do INEM resulta de um processo, conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP) que seleciona os dirigentes do Estado. “Luís Cabral é um nome que fala por si, foi selecionado de acordo com um processo transparente, e agora, por muito que uns gostem mais, outros gostem menos, isto foi um processo transparente”, sublinha.
A ministra da Saúde demitiu, esta sexta-feira, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Sérgio Janeiro, que estava no cargo há pouco mais de um ano, em regime de substituição.
Goiana da Silva explica que o cargo é ocupado interinamente por Sérgio Janeiro desde a saída de Luís Meira e destaca o percurso de Luís Cabral “na organização de um sistema de socorro e emergência de referência” nos Açores.
Embora reconheça que a nomeação possa gerar contestação, o comentador considera que “isso não é necessariamente mau” e realça que o essencial é ter “alguém que resolva os problemas” de uma instituição “marcada por meses de crise de liderança e de funcionamento”.
Entre os principais desafios do novo presidente, Goiana da Silva aponta o pleno funcionamento das aeronaves do INEM, a reorganização do CODU e o reforço da articulação com os bombeiros, destacando ainda a inédita posição conjunta das Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros em defesa do INEM.
