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Análise

O que poderá ter falhado no caso da grávida que morreu após consulta no Amadora-Sintra?

A jornalista do Expresso, Vera Lúcia Arreigoso, explica as circunstâncias que levaram a este desfecho fatal e avança com hipóteses sobre o que pode ter acontecido.

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Uma grávida de 38 semanas morreu, esta quinta-feira à noite, dois depois de ter ido a uma consulta no hospital Amadora-Sintra e mandada para casa. A jornalista do Expresso, Vera Lúcia Arreigoso, avança com hipóteses sobre o que pode ter acontecido.

Em comunicado, o Hospital Amadora Sintra, indica que foi seguido todo o protocolo. Durante uma consulta no dia 29 de outubro foi detetado um pico de hipertensão e a grávida foi enviada para a urgência de obstetrícia, mas como não tinha um quadro clínico considerado grave, foi mandada para casa com indicações para regressar às 39 semanas para o parto.

"Pode ter falhado muita coisa e desde logo o diagnóstico de base que teve este desfecho fatal e que poderia passar perfeitamente despercebido como passou".

Na urgência da obstetrícia, perante a queixa, "fez-se aquilo que é suposto: há uma triagem e exames complementares de diagnóstico que, segundo a equipa, não deram qualquer tipo de indicação para um internamento ou para uma situação que carecesse outro tipo de cuidados".

O diagnóstico pode não ter identificado outra questão, "é altamente plausível (...) Há situações que muitas vezes não são detetadas".