O bebé de sete meses foi encontrado inconsciente na creche onde andava desde final de setembro. O motivo da morte ainda não foi apurado, mas a mãe do menino conta à SIC o que lhe disse o médico do Santa Maria que acompanhou o caso.
“Provavelmente ter-se-á engasgado e aspirado o conteúdo. Não sabemos se esse desfecho poderia ter sido evitado. Há muitas perguntas”, conta.
“A caminho do hospital voltei a ligar para a creche e fiz algumas perguntas. Perguntei o que tinha comido ao almoço, responderam sopa, perguntei há quanto tempo estava a dormir quando se aperceberam da situação, disseram mais ou menos uma hora”, acrescenta.
A mãe tem com ela o boletim diário preenchido pelas funcionárias da creche e que inclui os registos do dia em que Haniel morreu. No final da página, destaca uma nota importante.
“Está escrito: ‘nota importante, esta informação foi apagada porque o que foi escrito não correspondia à realidade’”, lê.
No caderno, está também escrito que o menino lanchou às 15h10, mas logo abaixo foi acrescentada uma nota a dizer "sem efeito". Até porque à suposta hora do lanche, o pedido de socorro já tinha sido feito.
À SIC, o INEM confirma que recebeu uma chamada por volta das 14h00 para assistência a um bebé inconsciente. Mobilizou uma VMER, tripulada por um médico e um enfermeiro, e também uma ambulância. Chegaram em 10 minutos.
Durante o período entre o pedido de socorro e a chegada ao local, o CODU forneceu instruções para a realização de manobras de reanimação.
Depois, as equipas de emergência aplicaram manobras de Suporte Avançado de Vida até à chegada ao Hospital de Santa Maria. O óbito acabou por ser declarado já na unidade.
O Ministério Público confirmou que o inquérito aguarda agora pelos resultados da autópsia.
A SIC pediu também esclarecimentos à creche Sozinho em Casa, mas não obteve resposta.
