A FlixBus voltou esta semana a denunciar que continua impedida de operar no terminal rodoviário de Sete Rios, em Lisboa, apesar da decisão favorável da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), no mês de maio.
Tiago Cavaco Alves, diretor de operações da FlixBus em Portugal, explicou, à SIC Notícias, que a Rede Expressos, responsável pela gestão do terminal, não está a cumprir a decisão da AMT, que determinou o acesso da FlixBus a Sete Rios.
“A Rede Nacional de Expressos tem respondido sempre o mesmo: que o terminal não tem capacidade para acolher mais serviços. Mas isso não é verdade. Pode haver momentos de maior movimento, como às 17 horas de uma sexta-feira, mas às 10 horas de uma terça-feira há espaço disponível”, afirmou Tiago Cavaco Alves.
O responsável sublinha que a Rede Expressos, além de gestora do terminal, é também operadora de transportes e concorrente direta da FlixBus, o que, segundo a empresa, há uma situação de aproveitamento.
“Parece-nos que está a aproveitar esse duplo papel para bloquear o nosso acesso e praticar anticoncorrência. A AMT já decidiu que a FlixBus deve ter acesso ao terminal e concluiu, num parecer de mais de 30 páginas, que o terminal não tem a sua capacidade esgotada”, acrescentou o diretor de operações da FlixBus em Portugal.
A FlixBus insiste que não pretende “privilégios, mas igualdade de oportunidades”, defendendo que os terminais rodoviários são "infraestruturas essenciais, conforme definido por lei".
“Lisboa é a única capital europeia onde a FlixBus não consegue aceder ao principal terminal, aquele que os passageiros preferem”, concluiu Tiago Cavaco Alves.