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Presidente Marcelo considera greve geral precipitada e avisa que "procissão ainda vai no adro"

Marcelo Rebelo de Sousa considera precipitada a greve geral marcada para 11 de dezembro e lembra que as alterações à lei laboral só deverão ser discutidas no Parlamento no final deste ano ou no início do próximo.

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou este domingo que a greve geral anunciada para 11 de dezembro foi marcada quando "a procissão ainda vai no adro" em relação à discussão do pacote laboral.

No final da cerimónia militar que fechou as comemorações do 51.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, em Vila Viçosa, no distrito de Évora, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que a nova lei do trabalho ainda tem que dar vários passos.

"Faz sentido ser discutida na concertação social, faz sentido ser discutida com os partidos", pelo que "é uma matéria em que a procissão ainda vai no adro", afirmou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas.

O Presidente da República salientou que o país vai esperar que o processo seja concluído, prevendo que esta proposta do Governo "só será discutida no parlamento no final deste ano, provavelmente só no ano que vem".

Marcelo Rebelo de Sousa destacou igualmente que a votação da proposta de Orçamento do Estado para 2026 termina no final deste mês.

O secretário-geral da CGTP anunciou uma greve geral para 11 de dezembro, no sábado, no final da marcha nacional contra o pacote laboral, em Lisboa.