O apelo da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) fez eco até dentro de portas. Joana trabalha no ULS de Braga, ouviu os pedidos e quis dar sangue pela primeira vez.
"Estávamos em conversa de café, a nossa chefe falou e apelou à necessidade e eu disse que nunca tinha dado e que gostava de fazer esta doação. Ela aproveitou a deixa e convidou-me a fazer parte desta grande família que é os dadores de sangue", disse a profissional à SIC.
Mas não foi a única. A quebra nas reservas repete-se todos os anos por esta altura. E para que a situação não seja crítica, repetem-se também os apelos.
Aldara Braga, diretora clínica da ULS de Braga, afirma que "existem algumas intercorrências que levam a que os dadores, por norma, nesta altura, sejam um bocadinho menos frequentes", isto devido a "intercorrências infecciosas". Também questões laborais podem impactar a dádiva e, portanto, "o apelo é sempre, sempre, sempre pertinente".
Graças ao reforço das dádivas dos últimos dias, as reservas já começaram a melhorar e o apelo é a nível nacional. Um apelo que chegou também da Federação Portuguesa de Dadores, que alerta para alguns entraves que continuam a dificultar o processo.
"Muitos hospitais que hoje colhem sangue, têm um horário que deixa-nos muito apreensivos, que é o horário de fechar às três da tarde ou quatro da tarde. E depois não temos profissionais para fazer tantas colheitas de sangue como são precisas, isto faz com que a reserva de sangue desça", indica Alberto Mota.