O aumento do preço dos produtos tem sido uma constante nos últimos meses. Produtos como o café, o azeite, o pão e o leite, já atingiram este ano valores recorde.
Ainda que a taxa de inflação tenha desacelerado em outubro para 2,3%, o INE confirma que se registou uma descida de apenas 0,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
Os consumidores queixam-se do aumento do preço, sobretudo dos bens essenciais. Os vendedores assumem estar preocupados com a óbvia perda de poder de compra no país.
"Não compram muito, compram pouco. As frutas até estão baratas, mas as pessoas não têm dinheiro, portanto vão comprando só à medida que precisam", afirma um comerciante.
Outra garante que se "nota muito nos supermercados e em certos artigos que os preços têm aumentado", ainda que os consumidores continuem a preferir a "qualidade".
Para além do aumento dos preços dos combustíveis ou dos alimentos não transformados, o preço das portagens vai também subir. Poderia aumentar 2,2%, mas soma-se ainda 0,1% relativos à compensação das concessionárias de autoestradas. E não ficará por aqui.
A taxa de inflação correspondente a novembro vai também influenciar a atualização do preço das portagens das duas pontes sobre o Tejo.
