Uma família em Abrantes ficou esta quinta-feira desalojada depois da casa onde viviam ter ficado inundada devido à depressão Cláudia. Passaram a noite num quartel de bombeiros e regressaram esta manhã para avaliar os estragos.
Dionísio Alexandre nunca tinha sentido a angústia de se confrontar com os estragos provocados pela violência e rapidez de uma tempestade.
"A água chegou a este nível, que está aqui marcado na parede, e aquele nível que está ali chegou à janela. Entretanto, quando demos por isso, a força da água começou a entrar aqui para dentro. Foi quando tivemos que sair porque obrigaram-nos a sair de casa", conta o homem à SIC ao olhar para o rasto deixado pela depressão Cláudia.
A água entrou com toda a força dentro de casa, galgando degraus e virando até uma arca congeladora. Sem eletricidade, Dionísio não sabe ainda se os eletrodomésticos voltam a funcionar. Todo o rés-do-chão da habitação ficou inabitável.
Com a mulher e o filho, dormiu nas instalações dos bombeiros voluntários de Abrantes sem tempo de levar nada.
"Passámos lá à noite, fomos sempre acompanhados por uma doutora psicóloga, que esteve sempre ao nosso lado, que ia nos dando [conselhos] do que nós devíamos fazer e não devíamos fazer. Hoje vamos continuar lá porque a casa continua sem estar habitável", afirma.
Há cinco anos, nesta casa em Alferrarede, foi a primeira vez que a água os obrigou a sair.
O caso está a ser acompanhado pelos Serviços de Ação Social do município de Abrantes.
Os prejuízos e a data para voltar ainda estão a ser avaliados.
