Um em cada quatro utentes ficou sem resposta depois de contactar a linha SNS24, entre janeiro e setembro deste ano.
Nestes nove meses, o SNS24 recebeu quase seis milhões de chamadas, quase um milhão e meio, ou seja, mais de 25% não foram atendidas.
A taxa de resposta nunca foi tão baixa nem durante a pandemia de Covid-19, quando foram batidos recordes de chamadas. Nessa altura, as chamadas não atendidas entravam entre os 16 e os 21%.
Para os que conseguem ser atendidos, o tempo médio de espera também bateu recordes: pode chegar aos 40 minutos.
No mês passado, a ministra da Saúde reconheceu constrangimentos na linha, depois de um estudo de investigadores nacionais e estrangeiros ter revelado que cerca de um milhão de chamadas possa não ser atendida este inverno por falta de meios.
A linha de SNS24 é usada para filtrar as idas às urgências, precisamente para evitar a sobrelotação dos serviços de urgência nos hospitais.
Mas, segundo o jornal Público, a opção de contactar diretamente os centros de saúde e os hospitais também não funciona. Metade das pessoas com doença crónica relatou dificuldades em ligar para os serviços de saúde do SNS.