O Bastonário dos Médicos finalmente concordou com a proposta inicialmente feita pela Ordem dos Enfermeiros durante o verão e comunicou por a decisão por carta enviada à ministra da Saúde na quinta-feira. Os enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica podem assim passar a vigiar grávidas de baixo risco, que não têm equipa de saúde familiar.
Carlos Cortes diz que é "sensível" ao facto de existirem zonas mais carenciadas, em que "não tem sido possível cumprir como devido com a "obrigação da vigilância obstétrica", como em Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve.
Uma das condições é, em caso de emergência, que exista um médico de família no centro de saúde a quem o enfermeiro possa recorrer. Bem como que o acompanhamento da gravidez cumpra as normas de atuação validadas pelas duas ordens profissionais.
Bastonário recomenda comissão de acompanhamento
De acordo com o jornal Público, a decisão foi tomada apenas depois do Bastonário dos Médicos a ter discutido com os colégios de especialidade de medicina geral e familiar, ginecologia e obstetrícia.
Como complemento, Carlos Cortes sugere à tutela que a medida seja acompanhada da criação
de uma comissão técnica coordenada pelo Ministério da Saúde, com profissionais especialistas nomeados por ambas as ordens.
Os enfermeiros dizem que estão "naturalmente satisfeitos".
A marcação do acompanhamento porde ser feita localmente ou por telefone, sendo que a primeira consulta deve acontecer entre as seis e as nove semanas e seis dias de gestação, num total de dez consultas até às 38 semanas.
