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Esta não é a primeira vez que Marcelo Rebelo de Sousa é operado a uma hérnia

Em 28 de dezembro de 2017, o Presidente da República foi operado de urgência a uma hérnia umbilical, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, o que o obrigou a cancelar a sua agenda até 01 de janeiro. Em 2021, voltou a ser intervencionado cirurgicamente.

Esta não é a primeira vez que Marcelo Rebelo de Sousa é operado a uma hérnia
TIAGO PETINGA/Lusa

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai ser, esta segunda-feira, operado a uma hérnia encarcerada, o que fará com que permaneça internado durante alguns dias. Esta não é, no entanto, a primeira vez que o chefe de Estado é alvo de uma cirurgia relacionada com uma hérnia. 

Em 28 de dezembro de 2017, o Presidente da República foi operado de urgência a uma hérnia umbilical, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, o que o obrigou a cancelar a sua agenda até 01 de janeiro. 

Na época, no site da Presidência da República lia-se que "a operação estava há muito prevista para o início de janeiro, mas os médicos assistentes decidiram antecipá-la, por ter encarcerado". 

Também em dezembro, mas de 2021, o Presidente da República voltou a ser operado “com sucesso” a duas hérnias inguinais bilaterais, no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa.

Antes de entrar para o bloco operatório, aquando da intervenção cirúrgica, Marcelo tinha adiantado que essa seria "uma intervenção por laparoscopia, muito rápida e simples, mais rápida do que a operação à hérnia umbilical", não encontrando por isso razão para ser substituído. 

O que também deverá suceder agora, de acordo com o chefe da Casa Civil, Fernando Frutuoso de Melo. 

Desta vez, o Presidente da República será operado a uma "hérnia encarcerada", no Hospital de São João, no Porto, onde deu entrada depois de uma indisposição, revelou a presidente do conselho de administração daquela unidade hospitalar. 

O médico Francisco Goiana da Silva explicou na antena da SIC Notícias que, quando há uma hérnia encarcerada, "há uma obstrução que pode provocar um comprometimento vascular, ou seja, o fornecimento de sangue àquela parte do intestino". 

Outros problemas de saúde

Nos últimos anos, o chefe de Estado sofreu outros problemas de saúde. 

Em 23 de junho de 2018, Marcelo Rebelo de Sousa sentiu-se mal à saída da Basílica do Bom Jesus, em Braga, e foi amparado por elementos do seu gabinete.  

O chefe de Estado foi observado no Hospital de Braga, onde lhe foi diagnosticada uma gastroenterite aguda, informou na altura a Presidência da República. 

Em 30 de outubro de 2019, deu entrada no Hospital de Santa Cruz, em Oeiras, para fazer um cateterismo cardíaco que, segundo a equipa médica, confirmou "a existência de obstruções coronárias importantes que foram tratadas no mesmo procedimento, com sucesso e sem complicações", tendo tido alta hospitalar no dia seguinte. 

Em 05 de novembro de 2021, a Presidência da República informou que Marcelo Rebelo de Sousa tinha feito exames médicos "do foro cardiológico" que "confirmaram a estabilidade e os bons resultados da angioplastia coronária feita há dois anos".