O novo diretor do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) quer rever o inquérito psicológico de acesso ao curso de formação de magistrados que incluía perguntas polémicas. O novo concurso começou esta terça-feira, com dois meses de atraso, depois de mais de metade dos candidatos terem chumbado nesse exame psicológico.
Entre as questões polémicas estavam perguntas sobre se os candidatos se sentiam controlados por forças invisíveis, se tinham diarreia frequente ou se ouviam vozes.
Perguntava-se, em certas ocasiões, aos candidatos se gostariam de estar mortos, se tinham problemas com consumo de álcool ou droga ou se o desporto que mais gostavam de ver na televisão era salto em altura.
O inquérito foi criado por uma empresa e não pelo Centro de Estudos Judiciários.
Mais de metade dos candidatos chumbaram no exame psicológico
Acabado de tomar posse, o novo diretor do CEJ quer, numa próxima, evitar novo embaraço causado pelo questionário, que chegou ao Governo.
Mais de metade dos candidatos que tinham passado nas provas chumbaram no exame psicológico, o que atrasou o arranque do curso em dois meses.
Começou, finalmente, esta terça-feira.
Se todos os candidatos chegarem ao fim, daqui a três anos Portugal ganhará 75 juízes, 31 juízes para os tribunais administrativos e 75 procuradores para o Ministério Público.
