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Ministra diz estar cansada de greves, sindicatos respondem que é porque o pacote laboral "não se aplica a ela"

As duas grandes centrais sindicais do país marcaram uma greve geral, para o próximo dia 11 de dezembro, contra a reformas laboral que o Governo quer levar a cabo. É esperado que a paralisação tenha um impacto económico significativo.

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A ministra do Trabalho afirma que as pessoas estão cansadas de greves marcadas por razões políticas e garantiu que o Governo não quer facilitar despedimentos. As centrais sindicais não gostaram do que ouviram e reforçam que a greve geral de dia 11 é para manter. 

Maria do Rosário Palma Ramalho garante que as propostas do Executivo não vão facilitar despedimentos e diz esperar que o cumprimento dos serviços mínimos na greve geral torne desnecessária qualquer requisição civil. 

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social disse ainda estar cansada de greves por razões políticas. A UGT responde que a ministra “não pode estar cansada” porque “se calhar, não faz greve nem nunca fez”.  

“Porque este pacote, naturalmente, não se lhe vai aplicar a ela. A quem se aplica, não está cansado”, atirou Mário Mourão, secretário-geral da UGT. 

A TAP bloqueou a compra de viagens aéreas para 11 de dezembro, com o objetivo de evitar agravar ainda mais a situação complicada que se prevê nos aeroportos nacionais.  

Esta terça-feira, os trabalhadores da Autoeuropa pararam de trabalhar por uma hora, para discutirem as alterações à lei laboral. 

“É uma afronta aos nossos direitos”, afirma Roberto Daste, chefe de equipa de montagem final, na Autoeuropa. 

A greve geral da próxima semana deverá ter um impacto económico significativo. De acordo com Ordem dos Economistas-Norte, admitindo um nível de adesão global na casa dos 50%, o custo direto e indireto de um dia de paralisação pode situar-se entre 600 e 700 milhões de euros, quase 85% do PIB de um dia em Portugal.