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Algemas, coletes e lanternas: agentes da PSP e GNR queixam-se de falta de material

Os agentes das forças de segurança continuam a queixar-se de falta de material para trabalhar. Muitos têm de comprar equipamentos como algemas, coletes refletores ou lanternas. Na PSP há ainda queixas sobre fardas que chegam tarde e sem qualidade.

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O problema arrasta-se no tempo e continua por resolver. O material que está disponível não é suficiente e os operacionais são forçados a comprar equipamentos indispensáveis para poderem desenvolver a atividade. 

"O polícia trabalha de noite. À noite, como a polícia ainda não tem capacidade de ver à noite, tem que utilizar lanternas. A PSP não disponibiliza lanternas e o polícia tem que as comprar", explica Paulo Macedo, presidente do sindicato dos polícias portugueses.
"Muitos dos profissionais preferem comprar um par de algemas do que ter as que já estão lá e que têm cerca de 20 anos. Preferem adquirir do que estar à espera que chegue aquilo que nunca mais chega. Falo, por exemplo, do colete refletor, que faz parte daquilo que são as peças de fardamento, é custeado pelo guarda e é um material usado todos os dias", diz César Nogueira, presidente da associação nacional de guardas da GNR.

Os coletes à prova de bala são outro problema antigo. Como existem poucos, ao longo do dia vão sendo usados por vários profissionais. Na PSP há ainda queixas relativamente à plataforma para compra de fardamento. A resposta é lenta e os materiais chegam têm pouca qualidade. 

"O equipamento, para além de ser caro, também tem muita falta de qualidade. Ou seja, nós temos muitos relatos de situações em que várias peças de fardamento se desgastam e se degradam em poucos meses. Letras mal colocadas, até, por exemplo, tamanhos de mangas diferenciadas entre si, ou seja, tudo isto é realidade, são coisas que se têm passado", explica o presidente do sindicato dos polícias portugueses.

As forças de segurança lembram ainda promessas que continuam por cumprir. É o caso das bodycams, há muito anunciadas, mas que ainda não chegaram