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Bebé que desapareceu em Gaia foi entregue em posto da GNR

Mãe tinha retirado a filha de quatro meses do hospital, no distrito do Porto, durante a tarde, "após ter sido informada pelo tribunal, durante a manhã, de que a criança seria entregue a uma família de acolhimento".

Bebé que desapareceu em Gaia foi entregue em posto da GNR
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A bebé retirada pela mãe do internamento de Pediatria do Hospital de Gaia na quarta-feira, foi entregue, esta quinta-feira, ao final da tarde, no Posto da GNR dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, disse à Lusa fonte da Guarda. A criança seguiu para o hospital, para ser avaliada.

A menina era esperada, pelas 20:35, no Hospital de Gaia, revelou à Lusa fonte hospitalar. Foi transportada por militares da Guarda.

"Temos tudo preparado para a receber e avaliar o estado de saúde", acrescentou a fonte.

A bebé está bem de saúde e, apesar de tudo, não deverá passar a noite no hospital. Será, ainda esta quinta-feira, transportada para uma instituição.

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Criança ia ser entregue a família de acolhimento

A menina de quatro meses foi retirada pela mãe do internamento, contornando as medidas de segurança, tendo já sido aberto um inquérito interno, confirmou fonte da Unidade Local de Saúde Gaia/Espinho (ULSGE).

A mãe retirou a filha do hospital, no distrito do Porto, durante a tarde, "após ter sido informada pelo tribunal, durante a manhã, de que a criança seria entregue a uma família de acolhimento" ainda durante o dia de quarta-feira, referiu a mesma fonte.

O caso foi avançado, esta quinta-feira, pelo Jornal de Notícias (JN), que refere que, de imediato, o hospital comunicou o desaparecimento da bebé à PSP e ao tribunal.

"Isto não pode voltar a acontecer"

O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Gaia/Espinho, Luís da Cruz Matos, disse estar a "avaliar tudo o que se passou" no caso de uma mãe que retirou o bebé do internamento.

"Nós vamos avaliar tudo, vamos avaliar o sistema das pulseiras, vamos avaliar como é que foi possível ela ter sido retirada e vamos fazer os testes todos que pudermos", garantiu Luís da Cruz Matos aos jornalistas.

A pulseira eletrónica foi encontrada intacta no caixote do lixo da casa de banho do quarto onde a criança estava internada.

"Temos de retirar daqui uma aprendizagem para que isto não se repita, isto não pode voltar a acontecer, nós não vamos deixar que isto volte a acontecer e, por isso, vamos retirar daqui todos os ensinamentos", referiu.

Luís da Cruz Matos insistiu que o hospital está a avaliar tudo aquilo que se passou e como é que a mãe conseguiu tirar a pulseira da bebé. A Lusa questionou a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde sobre a abertura de um inquérito a este caso e aguarda resposta.

[Notícia atualizada às 21h53]