Várias startups israelitas estão a vender vagas para atendimento no consulado de Portugal em Telavive por 700 euros. Para fazer face a este fenómeno, a embaixada decidiu voltar a permitir apenas dois métodos: marcações via e-mail e filas presenciais.
Calcula-se que existam, neste momento, cerca de 20 mil israelitas em processo de nacionalização.
Ilan Yeffet, economista da principal empresa israelita de petróleo, Paz, provém de uma família expulsa de Espanha e de Portugal no final do século XV, que viveu em Istambul durante séculos. A mãe ainda possuía os antigos documentos da família com os quais conseguiu a nacionalidade.
Em conversa com o correspondente da SIC no Médio Oriente, Henrique Cymerman, conta que, há cinco anos, o processo não foi difícil e que demorou cerca de um ano.
“Hoje em dia, as pessoas esperam quatro, ou até quatro anos e meio, pelas entrevistas, porque a fila foi aumentando cada vez mais, e agora já é praticamente impossível”, afirma.
Ilan dirige um grupo de milhares de israelitas de origem sefardita e ajuda-os no processo de nacionalização de acordo com a lei de nacionalidade de 2015. Segundo ele, o número de israelitas interessados em nacionalizar-se português poderá atingir os 300 mil.
“Estamos a criar uma associação de amizade entre Israel e Portugal. A associação irá tentar aproximar a ligação entre os luso-israelitas e a cultura portuguesa. Estamos muito ligados à cultura portuguesa e queremos muito aproximar todos aqueles que têm ligações a Portugal.”