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Cuidados continuados vão ter menos 110 camas a partir de janeiro por falta de financiamento

A Associação Nacional de Cuidados Continuados denuncia que, até ao final do ano, vão fechar 110 camas de cuidados continuados, e critica o Governo por não atualizar o financiamento ao setor.  

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Em causa está a rescisão dos contratos com o Estado em quatro unidades de cuidados continuados, três no Norte e uma no Algarve, que vão fechar por motivos financeiros. O setor, que já trabalha em défice, terá menos 110 camas disponíveis a partir de janeiro.

A Associação Nacional de Cuidados Continuados aponta o de dedo ao Governo por não financiar de forma suficiente estas instituições. Nos últimos cinco anos, fecharam mais de 400 camas de cuidados continuados no Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo os números da associação, que admite que possam aumentar.

O Plano de Recuperação e Resiliência podia equilibrar as contas, mas a oportunidade foi, em certa parte, desperdiçada. A Associação Nacional de Cuidados Continuados propôs ao Governo, esta semana, a utilização de uma fórmula para calcular a atualização das verbas mediante os salários e a inflação, a mesma fórmula que tinha sido já proposta pelo primeiro-ministro durante a campanha e que já é aplicada a outros setores.

Pelas contas da associação, esta atualização dos custos teria um impacto de cerca de 17 milhões de euros, num orçamento de mais de 17 mil milhões previsto para saúde no próximo ano.