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Passe Ferroviário Verde: muitos passageiros relatam não conseguir reservar viagens

Um alarme no telemóvel, 24 horas antes do comboio arrancar, é a única forma que muitos utilizadores têm para tentar reservar uma viagem no Intercidades, com o Passe Ferroviário Verde. Muitas vezes, nem assim. 

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Viajar num comboio Intercidades para quem tem Passe Verde tem sido difícil, sobretudo ao fim-de-semana. A reserva só pode ser feita a 24 horas da viagem e, nessa altura, muitos comboios já estão cheios.

Um alarme no telemóvel, 24 horas antes do comboio arrancar, é a única forma que muitos utilizadores têm para tentar reservar uma viagem no Intercidades, com o Passe Ferroviário Verde.

O Passe Verde está em vigor há cerca de um ano. É válido por 30 dias em qualquer comboio da CP, exceto no Alfa Pendular e nos Urbanos nas duas áreas metropolitanas.

Quando foi anunciado, o primeiro-ministro disse que quem quisesse viajar pelo país poderia fazê-lo por apenas 20 euros por mês.

Uma viagem na Rede Expressos Lisboa-Porto, comprada com uma semana de antecedência, pode custar cinco euros ou até menos.

Mas, como só sabe na véspera se há ou não lugares no comboio, muitos compram o bilhete de autocarro no dia antes. O preço pode triplicar.

E, se mesmo quem é rápido a tentar reservar a viagem na internet nem sempre consegue, quem prefere fazê-lo nas estações tem ainda menos sorte.

Os passageiros exigem, por isso, mais horários e mais carruagens a circular.

CP rejeita reembolsos

Contactada pela SIC, a CP diz que tem feito um esforço significativo para reforçar a oferta, aumentando o número de carruagens.

Acrescenta que o Passe Verde tem sido um sucesso na promoção da mobilidade sustentável, com taxas de ocupação a crescer de forma significativa, o que mostra a eficácia da medida.

Perguntámos à Comboios de Portugal se essa solução podia passar pelo reembolso do valor do passe. A resposta foi não.