Os números são do Instituto Nacional de Estatística (INE). Em outubro, a média do aumento do preço da construção de habitação nova situava-se nos 4,5%. A subida do custo da mão de obra foi o que mais contribuiu para esse aumento, que chegou aos 8,3%. Mesmo assim, inferior ao do ano passado, que atingiu os 9,6%.
A variação do preço dos materiais, com uma subida de 1,3%, também influenciou o custo atual da construção. Os que mais aumentaram foram os vidros e espelhos, com uma subida de 25%.
O betão, móveis de cozinha e artigos sanitários sofreram um agravamento de 5%. Em sentido oposto, os produtos cerâmicos e pré-fabricados de betão registaram uma descida de 5 pontos.
No entanto, a subida do preço final da construção civil não favorece o acesso à habitação. Uma das medidas mais aguardadas pelo setor é a redução da taxa de IVA de 23% para 6% nas empreitadas de construção ou reabilitação de imóveis destinados à habitação própria permanente ou arrendamento habitacional.
O objetivo é aumentar a oferta de habitação em Portugal, seja para compra, seja para arrendamento.