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Montenegro acusa sindicatos de quererem "menos" e garante que "país está no bom caminho"

A dois dias da greve geral, Luís Montenegro acusa os sindicatos de serem menos ambiciosos que o Governo e que se vivem, por isso, tempos "singulares" uma vez que costuma ser ao contrário.

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O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira, a dois dias da greve geral marcada para dia 11 de dezembro contra o novo pacote laboral, que a oposição e os sindicatos querem "menos" do que o Governo em termos de vertente salarial.

À margem da abertura do Fórum Económico Portugal-Moçambique, Luís Montenegro aproveitou para responder às críticas de José Luís Carneiro. Durante o discurso, o primeiro-ministro apontou que se vive "um tempo singular" em que acontece o contrário do que é habitual.

"Quando um líder político aparece a querer motivar, mobilizar o país para aproveitar a embalagem e apresentar novos e mais ambiciosos objetivos, nomeadamente na vertente salarial, são as oposições que querem menos e o líder político, que é o primeiro-ministro, que quer mais. São os sindicatos que querem menos e o primeiro-ministro que quer mais", ironizou.

Para Montenegro não é compreensível esta posição porque habitualmente "são os sindicatos e as oposições a querer mais e o Governo, pronto, a fazer contas à vida e a ser um bocadinho mais comedido".

"Isto é um bom sinal para Portugal. Quando nós temos um governo ambicioso, quando temos um primeiro-ministro e um Governo que querem e vão mesmo mobilizar a capacidade das pessoas, das empresas para ir mais longe e aqueles que, legitimamente e democraticamente, não defendem exatamente as mesmas ideias do governo ficam incomodados, acreditem: o país está no bom caminho e deve deixar as querelas políticas e partidárias para segundo plano e concentrar-se no caminho", apelou.

O secretário-geral do PS criticou o anúncio de Luís Montenegro que, no sábado, aumentou os objetivos salariais para o país, falando em 1.600 euros de salário mínimo e 3.000 euros de médio, um dia após mencionar valores inferiores e a dias de uma greve geral.

O líder do PS indicou que uma decisão como esta não pode ser feita como se fosse um leilão. Também Paulo Raimundo, do PCP, não gostou de ouvir e considerou o anúncio do primeiro-ministro cínico e uma afronta a quem trabalha.

Com Lusa