Um estudo feito pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) conclui que é seguro consumir broa de milho. No entanto, é preciso ter cuidado com o consumo excessivo deste tipo de pão no que toca às crianças.
A conclusão é de uma investigação feita pela Divisão de Riscos Alimentares da ASAE e que foi publicada na revista científica internacional Food Control.
O estudo em causa procurou avaliar o risco de fumonisinas presentes na tradicional broa de milho portuguesa. Em causa estão toxinas produzidas por fungos, que se encontram sobretudo no milho, e que podem ser prejudiciais à saúde de humanos e animais. Em último caso, poderão causar doenças como o cancro do esófago e problemas hepáticos e pulmonares.
Broa de milho é segura (exceto em alto consumo)
A avaliação feita pela ASAE, traz, apesar de tudo, boas notícias: todas as amostras de broa analisadas apresentavam níveis de fumonisinas abaixo dos limites legais estabelecidos pela União Europeia.
O estudo conclui, por isso, que é "seguro" consumir broa de milho.
No entanto, é deixado um alerta: em “situações extremas”, isto é, quando há um elevado consumo de broa de milho, podem ser excedidos os limites de segurança diários de fumonisinas recomendados para as crianças.
A ASAE recomenda, por isso, a continuação e o reforço de uma monitorização direcionada para proteger os grupos mais vulneráveis, assegurando a segurança de um produto tão tradicional na nossa dieta”, declara a autoridade.
Segundo a ASAE, este estudo, chamado “Avaliação do risco de fumonisinas na broa, um pão à base de milho – Um exemplo do mercado português”, foi a “primeira avaliação abrangente deste tipo realizada em Portugal”.
