O comboio suburbano CP Lisboa, vindo de Sintra e com destino a Lisboa, circula com um atraso de cinco minutos. Às primeiras horas da manhã desta quarta-feira, já era difícil apanhar um comboio em Agualva-Cacém. Esta quinta-feira, dia de greve geral, será ainda pior.
“Não faço a mínima [ideia] como é que vou entrar de manhã ao serviço. Não posso pagar Ubers, nem nada disso. Não posso mesmo”, diz uma utilizadora do comboio.
A CP já divulgou a lista de serviços mínimos, que abrange não só comboios de longo curso, mas também comboios urbanos e regionais. Ainda assim, quem depende deste transporte para ir trabalhar já pensa em alternativas.
“Falei com a minha chefia e, em princípio, vamos ficar e teletrabalho”, refere outro utilizador dos comboios da CP.
“Felizmente, tenho uma chefia boa, que sabe que vou chegar atrasada por causa destes constrangimentos todos. Mas há pessoas que, infelizmente, não têm a mesma situação que eu”, nota outra cidadã.
Autocarros, barcos e hospitais com serviços mínimos
Os autocarros da Carris e barcos da Transtejo e Softlusa, tantas vezes necessários para ligações até ao destino, também têm serviços mínimos assegurados.
O cenário não deverá ser melhor nas escolas. Milhares de alunos arriscam-se a ficar sem algumas ou todas as aulas ao longo do dia, o que obrigará os pais a procurarem alternativas.
Nos cuidados de saúde, os serviços mínimos estão garantidos para situações de urgência, internamentos, quimioterapia ou cuidados paliativos, com os turnos a serem definidos a partir das escalas de domingo e feriados.
Neste setor há, no entanto, um recuo: depois de reunir com a ministra da Saúde, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar decidiu não aderir à greve geral.