Tiago Oliveira garante que "mais de 3 milhões de trabalhadores pararam" esta quinta-feira para dar "uma resposta firme, contundente, uma resposta que não deixa dúvidas" ao anteprojeto de revisão da legislação laboral apresentado pelo Governo.
Ainda que o Executivo de Luís Montenegro apresente números diferentes, o secretário-geral da CGTP garante que "estamos perante uma das maiores greves gerais de sempre, se não mesmo a maior de sempre" e, por isso, apela ao Governo: "retirem o pacote laboral."
O sindicalista reafirma que o "conteúdo deste pacote laboral, se se concretizasse", significaria "um profundo retrocesso nos direitos de quem trabalha", desde logo pela "normalização da precariedade, o embaratecimento do trabalho, a perpetuação da incerteza e da insegurança, a vida em suspenso" e também um "ataque às famílias".
Enumerando uma série de problemas que tornam este pacote laboral inaceitável para os sindicatos, Tiago Oliveira defende que "nada disto serve aos trabalhadores", serve apenas aos patrões.
Sobre o Governo, considera que o mesmo subestimou a força dos trabalhadores por ver na Iniciativa Liberal e Chega respaldo para avançar com a revisão da lei laboral.
"O Governo achou que isto ia ser um passeio. Achou mal. Achou que ia ser um passeio porque olhou para aquilo que queria olhar. Olhou para a Assembleia da República e pensou que tinha a porta aberta. A IL e o CH de mãos abertas e estendidas para receber este pacote laboral. Não há dúvidas. Olhem para a intervenção de ambos no ataque à greve geral, aos sindicatos e à luta dos trabalhadores", afirmou.
No rescaldo da greve, fazem-se agora contas ao que esta greve significou.
"Nos próximos dias o Conselho Nacional da CGTP-IN irá reunir e discutir a continuação da luta", detalhou o secretário-geral.

