O Governo considera que a greve geral desta quinta-feira está a ser “inexpressiva”. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirma que os constrangimentos sentidos se devem à adesão em setores como os transportes, mas que a generalidade do país está a trabalhar.
Esta manhã, a UGT, uma das centrais sindicais que convoca a paralisação, afirmou que, “no global, a greve geral poderá andar acima dos 80%". Números que o Governo contraria.
“Nos setores privado e social o reporte que existe é de adesões a greve entre 0 e 10%”, afirmou, esta quinta-feira, o ministro da Presidência, em conferência de imprensa.
“O nível de adesão, no conjunto do país, à greve geral é inexpressivo”, declarou.
"O país escolheu trabalhar"
António Leitão Amaro apontou como outro indicador as transações da SIBS (para medir a atividade comercial e económica) e o trânsito nas pontes que fazem a ligação à capital do país, para exemplificar o que diz ser a pouca expressão da greve.
“Neste momento, as transações da SIBS estão com uma redução de 7% face à atividade normal” e “o trânsito nas pontes do Sul para Lisboa está a cair 5%”, afirmou.
“Se olharmos às adesões, esta parece mais uma greve da função pública, uma greve parcial em alguns setores, como o dos transportes e como as escolas, que depois têm impacto em muitos mais”, afirmou o ministro.
O governante alega que “houve mais pessoas que, se não conseguiram trabalhar, foi por perturbação nos transportes”.
“A esmagadora maioria do país está a trabalhar”, declarou. “O país escolheu trabalhar.”
António Leitão Amaro diz, ainda assim, respeitar quem exerce o direito à greve e garante que o Governo manterá “a mesma abertura para o diálogo” que afirma ter demonstrado no processo da reforma laboral.
